quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A linha do tempo do Desenvolvimento Sustentável


Ao longo das ultimas décadas, vários têm sido os acontecimentos que marcaram a evolução do conceito de desenvolvimento sustentável, de acordo com os progressos tecnológicos, assim como do aumento da conscientização das populações para a questão ambiental. As organizações (não só empresariais, mas também governamentais), pressionadas pelo contexto de crise e por movimentos sociais e ambientalistas, começaram a compenetrar-se do seu papel relevante para a sustentação da vida no planeta. Dos anos 90 até hoje, um grande número de ferramentas foram criados em várias partes do mundo com o objetivo de consolidar conceitos como responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

O conceito de ecodesenvolvimento consistia na definição de um estilo de desenvolvimento adaptado as áreas rurais do terceiro mundo, baseado na utilização criteriosa dos recursos locais, sem comprometer o esgotamento da natureza. Após a publicação da obra “Os Limites do Crescimento”, pelo Clube de Roma em 1972, este conceito toma um grande impulso no debate mundial, atingindo o ponto culminante na Conferência das Nações Unidas de Estockholm. Ocorre pela primeira vez a nível mundial preocupação com as questões ambientais globais. A partir daí, desenvolvimento e meio ambiente passam a fundir-se no conceito de ecodesenvolvimento, que no início dos anos 80 foi suplantado pelo conceito de desenvolvimento sustentável, passando a ser adotado como expressão oficial nos documentos da ONU, UICN e WWF.

Em 1987, no relatório de Brundtland foi elaborada uma das definições mais difundidas do conceito: “o desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades”. Este documento chamou a atenção do mundo sobre a necessidade urgente de encontrar formas de desenvolvimento econômico que se sustentassem. Definiu também, três princípios essenciais a serem cumpridos: desenvolvimento econômico, proteção ambiental e eqüidade social, sendo que para cumprir estas condições, seriam indispensáveis mudanças tecnológicas e sociais.

Em 1992, governos reuniram-se na cidade do Rio de Janeiro, para Conferência da Terra. Os objetivos fundamentais desta eram conseguir um equilíbrio justo entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações presentes e futuras e firmar as bases para uma associação mundial entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, assim como entre os governos e os setores da sociedade civil. Não foi somente de chefes de Estado e de representantes oficiais que se constituiu a Rio-92, mas foi a participação da sociedade civil, de organizações não-governamentais de centenas de países, que um importante documento continuou vivo, passou por reavaliações, comissões internacionais nunca antes pensadas, foi ratificada pela Unesco, e finalmente aprovado pela ONU em 2002.

No ano de 2002 em Joanesburgo,  foi assumido a responsabilidade coletiva de fazer avançar e fortalecer os pilares interdependentes e mutuamente apoiados do desenvolvimento sustentável nos âmbitos locais, nacional, regional e global.

É possível afirmar que chegamos ao início do século XXI com um conceito de desenvolvimento sustentável bem mais amadurecido, que não está mais restrito as discussões acadêmicas e políticas, mas que se popularizou por todos os continentes, passando a fazer parte da vida cotidiana das pessoas. Um conceito que está presente desde as pequenas atitudes diferenciadas de comportamento, como a separação e a reciclagem do lixo doméstico, tomadas pelo cidadão comum, até as grandes estratégias e investidas comerciais de algumas empresas as quais se especializaram em atender um mercado consumidor em franco crescimento, que hoje cobra essa qualidade diferenciada tanto dos produtos que consome, quanto dos processos produtivos que o envolvem; uma verdade que abre grandes perspectivas para o futuro.

Fontes:
Dia 15/09/11 às 10:00 hrs
www.conhecimentosustentavel.blogspot.com – Linha do tempo sustentável
www.especoacademico.com.br – desenvolvimento sustentável:o desafio da presente geração
www.institutoatkwhh .org.br – compendio – linha do tempo.

Figura 1: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxuzxwxHKq8zJadWGorS3T7of1i3R7DEsUDy3j55y3J3MZEiFLOfnYJ6K1LkR0Gl1CWpjxXJJH5YGfhQRMGxyxs64_zO16i59DjIjleFSOrNwPJMRdPMhJovqw5Tp_DUqqgbu8ExNBqCgo/s1600/desenvolvimento.gif

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ISO 14000 - Para que serve, quais, suas vantagens e seus benefícios

Todos nos sabemos que com o desenvolvimento industrial e econômico de grandes empresas causam inúmeros impactos ambientais no mundo atual, o que gera um grande problema para as autoridades e organizações ambientais.   
Por isso a pela International Organization for Standardization (ISO) se viu na necessidade de desenvolver normas que falassem da questão ambiental e tivessem uma padronização de processos de empresas que utilizam recursos naturais e/ou que causassem algum dano ao meio ambiente. A ISO 14000 possui uma série de normais e conceitos na área de gestão ambiental para uma empresa.

- Para obter a ISO 14000
Para possuir a ISO 14000 a empresa passara por um processo rigoroso e em longo prazo. Alem de ser um processo em longo prazo, o custo também é alto e os benefícios não demoram para chegar até a empresa. A empresa passara por uma consultaria que deve incluir:
  • Diagnóstico de sua empresa;
  • Treinamento para interpretação da Norma e formação de auditores;
  • Material para Reuniões e Auditoria Interna;
  • Criação do Manual da Qualidade/Ambiental;
  • Mapeamento e Interação de processos;
  • Desenvolvimento de Procedimentos e formulários;
  • Levantamento dos aspectos e impactos ambientais (somente para ISO 14001);
  • Uma auditoria interna presencial realizada por auditor líder ISO
- Os benefícios e resultados da ISO 14000
Os certificados de gestão ambiental da série ISO 14000 atestam a responsabilidade ambiental no desenvolvimento das atividades de uma organização.
Para a obtenção e manutenção do certificado ISO 14000, a organização tem que se submeter a auditorias periódicas, realizadas por uma empresa certificadora, credenciada e reconhecida pelos organismos nacionais e internacionais.
Os benefícios que serão gerados na empresa serão:
  • Redução de riscos de acidentes, de sanções legais;
  • Aumento da qualidade dos produtos, serviços e processos;
  • Economia ou redução do consumo de matérias-primas, água e energia;
  • Captação de novos clientes;
  • Melhora da imagem;
  • Melhora dos processos;
  • Aumento das possibilidades de permanência da empresa no mercado;
  • Aumento das possibilidade de financiamentos, devido ao bom histórico ambiental

Nas auditorias é verificado o cumprimento de requisitos como:
  • Cumprimento da legislação ambiental;
  • Diagnóstico atualizado dos aspectos e impactos ambientais de cada atividade;
  • Procedimentos padrões e planos de ação para eliminar ou diminuir os impactos ambientais sobre os aspectos ambientais;
  • Pessoal devidamente treinado e qualificado.
Entretanto, apesar do fato de que as empresas estejam procurando se adequarem, a degradação ao ambiente continua em ritmo crescente.
Apenas um número pequeno de empresas busca a sustentabilidade e as melhorias conseguidas são pequenas diante da demanda crescente por produtos e serviços, originadas do desenvolvimento econômico.




 Fontes: http://isoonline.com.br/?gclid=CIvp_rvInasCFcEZ2godID4zig  
http://pt.wikipedia.org/wiki/ISO_14000
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/iso_14000.htm 

Figura 1: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqm6rt2AJ5hKPil813nBFl001J51nR79Bc5malS0EdCmsTrPwyqJH3sJRyeKVk9UmpYpVI87QKwHs74K3Zy8q6JPo8e3p9moe7OoHtPJ_zRauzEKjQy6MBfabegu3OLgdQ3UWmNry6tlmz/s1600/ISO14000-240.jpg
Figura 2: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRt8RhuPj8BCrYfB2fvqeTeLVKQrSCvwPE0fFjlvLRkg9HmlETP6SgYNmvrSMQ9Br2ojA-PxXxt3os4NqcO_CxT_WJSrwGSUJMolkLiX-7EiPqCSz35SOG__dzL94pkEs2goT-3MQLQaqH/s1600/mundo_verde.jpg
 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Reunião para RIO+20 apresentará propostas


Conselho de desenvolvimento econômico vai ouvir sociedade para elaborar propostas para Rio+20.

Especialistas e representantes da sociedade civil organizada estão mobilizados para tentar ajudar o país a construir a proposta brasileira para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, no evento da Rio+20, que ocorre em junho de 2012.
O conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) quer ouvir esta semana o que foi produzido e será divulgado. Vinte anos depois da Rio 92, ambientalistas do mundo inteiro vão voltar ao Brasil para um novo encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre meio ambiente.
Debate. Ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos, o CDES, mais conhecido como Conselhão, está elaborando uma proposta para subsidiar o posicionamento do governo brasileiro na conferência e, para isso, vai reunir empresários, líderes sindicais, acadêmicos, pesquisadores e organizações não governamentais. Entre os temas, estão energia, mudanças climáticas, inclusão social e combate à fome. A reunião ocorreu no dia 30 de Agosto, na cidade de São Paulo.
Mais do que um balanço sobre a implementação de compromissos estabelecidos na conferência de 1992 – como a Agenda 21 e a criação das convenções-quadro da ONU sobre Mudança do Clima e Biodiversidade – a Rio+20 tentará avançar em uma proposta de economia verde que concilie crescimento econômico com baixas emissões de carbono.
O coordenador de Processos Internacionais do Instituto Vitae Civilis, Aron Berlinki, que vai participar do encontro, diz que o Brasil pode mostrar que é possível conciliar políticas que compatibilizem a inclusão e o desenvolvimento limpo, com menos emissões de gases de efeito estufa que os países ricos.
Distorções. ‘’Esse potencial o Brasil tem. Mas ainda há uma série de dificuldades práticas para direcionar a atividade econômica numa direção mais sustentável. É preciso corrigir distorções graves, como alguns pontos da política energética’’, avaliou.
Segundo ele, a possibilidade de flexibilização das leis ambientais – com as mudanças no Código Florestal – e a opção do governo em continuar investindo em grandes projetos
hidrelétricos, em detrimento de outras opções de energias renováveis, pode comprometer a imagem do país como anfitrião da Rio+20.
Além do Vitae Civilis, a oficina deve reunir representantes do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, da Confederação Nacional da Indústria, do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, entre outros. O conselho é um órgão consultivo da Presidência da República.
Liderança. O coordenador executivo da Rio+20, Brice Lalonde, disse que a liderança brasileira será fundamental para que o encontro, que acontece no ano que vem, produza resultados concretos. ‘’ Porque as lideranças tradicionais desaparecem. Se a liderança não vier dos países emergentes, não haverá liderança suficiente’’, afirmou.
Lalonde disse que está otimista com a conferência. ‘’Quando eu era jovem, a palavra ecologia nem sequer existia. Hoje, uma série de instituições foram criadas e compromissos adotados. Nessa conferência vai ser tomada alguma decisão enorme, radical, para mudar o mundo? Provavelmente não. Mas será um novo passo adiante.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1033810

Figura 1: http://blogs.diariodonordeste.com.br/gestaoambiental/wp-content/uploads/2011/04/logoBig_rio+20.jpg

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O pensamento sistêmico nas organizações


O pensamento sistêmico pode ser comparado ao funcionamento de uma família, no qual é preciso que haja uma compreensão maior principalmente por parte do líder com relação ao que está havendo dentro e fora de "casa". Mais do que entender os problemas é preciso repassá-los em forma de solução, e conscientizar as pessoas para que essa solução seja posta em prática. Direcionando esse pensamento para dentro de uma organização é preciso entender que o foco nas relações humanas é essencial tanto para o bom funcionamento da empresa, quanto para a comunidade, pois mais do que meros líderes e funcionários existe hoje em empresas que estão sujeitas às mudanças, colaboradores. 

Esses colaboradores não estão mais enquadrados em hierarquias onde visa o cumprimento de ordens e sim na relação de acordos mútuos.  
Esse pensamento veio para que as pessoas pudessem analisar cada parte compondo um todo, onde essas partes estão interligadas e precisam umas das outras para se completarem. Assim como o ser humano precisa da natureza para sua sobrevivência ele precisa bem mais do que somente usá-la, entender que para que ela continue a lhe oferecer todas as vantagens é preciso que ele lhe devolva o respeito e o tempo necessário para começar um novo processo. 
Como tudo existe certa dificuldade para se implementar a que encontramos no pensamento sistêmico foi o alto índice de rotatividade nas empresas. Algumas empresas não entendem a importância do pensamento sistêmico hoje em dia e deixam que isso torne-se um círculo vicioso. Não havendo rotatividade a organização consegue manter um bom relacionamento e uma maior valorização com seus clientes, fornecedores, colaboradores, acionistas e etc. Com esse modelo de gestão há grandes possibilidades de desenvolvimento. 

"O Pensamento Sistêmico é fundamental ...

para se pensar o estar no mundo e o convívio social como uma responsabilidade compartilhada;
para se pensar as relações ecológicas e a construção de propostas de desenvolvimento sustentável;
para se pensar em viabilizar a descentralização das políticas públicas; ·para se desenvolver a participação das comunidades;
para trabalhar com mediação na solução de conflitos (nas empresas, nas relações internacionais, nas famílias, nas instâncias judiciais);
para se pensar a educação como um processo co-construtivo;
para trabalhar com os recursos das redes sociais; ·para encontrar soluções alternativas em processos decisórios;
para se pensar a flutuação da liderança nas organizações;
para se pensar os processos de competição e cooperação no mundo globalizado;
para se pensar o efeito das relações (do profissional com o cliente)
para se repensar as doenças e propor alternativas de abordagem;
para trabalhar com famílias." 

Fontes:
http://amigonerd.net/trabalho/8380-o-pensamento-sistemico-nas-organizacoes
http://www.rhportal.com.br/artigos/wmview.php?idc_cad=nj5n5tl9i
http://www.fnq.org.br/site/688/default.aspx
http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/gestao-pessoas-sao-a-base-do-pensamento-sistemico/15002
Figura: http://www.toptalent.com.br/wordpress/wp-content/uploads/equilibro_tecnico_negocios.jpg

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mundo verde sustentável

Esse blog foi criado com a intençào de divulgar os pensamentos voltados para a gestào sustentável do meio ambiente. Esse assunto vem evoluindo ao longo do tempo e assumindo um patamar muito importante na sociedade.
A natureza é uma fonte inesgotável de rescursos, no entanto para que se conserve assim devemos aproveitá-los de maneira ponderada, de modo que o tempo de reposição desses recursos naturais seja respeitado.
Sabemos que as empresas vêem a natureza como matéria-prima, fonte de seus recursos, contudo a exploração deve ser feita de forma sustentável, a organização deve implantar um método de conscientização para que tanto dentro como fora dela as pessoas passem a ter uma visão de sustentabilidade.


 Defendemos a idéia de que cada um de nós pode e deve fazer a sua parte para preservar o meio ambiente!

Figura: http://files.myopera.com/BlueMike/albums/905799/thumbs/natureza%5B1%5D.jpg_thumb.jpg